Atendimento remoto em todo o Brasil e também para empresas em Portugal. Como funciona

Trocar o Google Workspace pelo Microsoft 365 é uma decisão que quase sempre chega pelo mesmo caminho: a empresa já usa Excel e Word de verdade, precisa do Teams, quer integrar com um ERP que fala com o ecossistema Microsoft ou simplesmente comparou os planos e viu que consolidaria licenças. A parte técnica não é complicada, mas ela é sequencial: cada etapa depende da anterior, e é aí que os projetos improvisados quebram.

Este guia descreve o que acontece em cada fase, quanto tempo cada uma leva e os erros que mais causam dor de cabeça.

Antes de qualquer coisa: o inventário

Migração ruim é migração que começou sem inventário. Antes de criar qualquer conta no Microsoft 365, é preciso saber:

  • Quantas caixas existem de verdade, incluindo aliases, grupos e as contas que ninguém lembra que existem.
  • Volume de dados por caixa: uma caixa de 60 GB não migra no mesmo tempo que uma de 2 GB.
  • Quem hospeda o domínio: registro.br, Cloudflare, GoDaddy, provedor de hospedagem. É lá que o corte acontece.
  • Sistemas que enviam e-mail em nome do domínio: ERP, sistema de nota fiscal, formulário do site, plataforma de disparo. Todos precisam ser reautorizados depois.
  • Arquivos no Google Drive e nos drives compartilhados: volume, estrutura e quem tem acesso a quê.

Esse levantamento é o que transforma "vai levar mais ou menos um mês" em prazo com data.

Etapa 1: preparar o tenant do Microsoft 365

Com o inventário em mãos, cria-se o tenant, verifica-se a propriedade do domínio (um registro TXT no DNS) e monta-se a estrutura: usuários, grupos, caixas compartilhadas, listas de distribuição e políticas.

Duas coisas devem ser decididas aqui, e não depois: MFA obrigatório desde o primeiro login e quais caixas serão compartilhadas em vez de licenciadas. Ligar MFA depois, com o time já acostumado a entrar só com senha, custa muito mais resistência do que ligar no dia um.

Regra prática: endereços de função (contato@, financeiro@, comercial@, rh@) devem virar caixas compartilhadas. Elas não consomem licença e mantêm o histórico quando a pessoa responsável sai.

Etapa 2: copiar os dados com o Google ainda no ar

Esta é a fase mais longa e a mais tranquila. As caixas do Gmail são copiadas para o Exchange Online enquanto todo mundo continua trabalhando normalmente no Google. Ninguém percebe nada.

O tempo depende do volume e dos limites de taxa da API do Google. Para 20 a 30 caixas de porte médio, é comum levar de dois a cinco dias. Marcadores do Gmail viram pastas no Outlook, o que costuma exigir uma conversa prévia com o time: quem usava vários marcadores na mesma mensagem vai encontrar a mensagem em uma pasta só.

Os arquivos seguem em paralelo. Google Drive e drives compartilhados vão para o SharePoint e o OneDrive, e este é o momento certo para redesenhar a estrutura de pastas por área de negócio em vez de copiar a bagunça atual.

Etapa 3: o corte

O corte é a troca do registro MX do domínio: em vez de apontar para os servidores do Google, ele passa a apontar para o Exchange Online. Junto com o MX vão SPF, DKIM, DMARC e o autodiscover.

Fazemos isso em janela combinada, normalmente sexta à noite ou sábado de manhã. Depois do corte, roda-se uma sincronização final ("delta") para capturar as mensagens que chegaram durante a fase de cópia, e as contas do Google ficam ativas por mais alguns dias como rede de segurança.

Etapa 4: os usuários

Tecnicamente a migração acabou; na prática, ela só termina quando cada pessoa abre o Outlook e encontra tudo no lugar. Isso significa configurar o Outlook no computador, o aplicativo no celular, as assinaturas padronizadas e o Teams, pessoa por pessoa.

É também quando aparecem os chamados: "sumiu uma pasta", "o calendário compartilhado não abre", "não consigo enviar para esse cliente". Reservar suporte reforçado para a primeira semana é o que diferencia uma migração bem avaliada de uma migração que virou trauma.

Os cinco erros mais comuns

  1. Cancelar o Google antes da hora. Mantenha a assinatura ativa por pelo menos duas semanas após o corte. É barato perto do risco.
  2. Esquecer os sistemas que enviam e-mail. Se o ERP mandava nota fiscal pelo SMTP do Google, ele para de funcionar no dia do corte, e ninguém percebe até o cliente reclamar.
  3. Copiar o SPF antigo sem revisar. Um SPF com o Google e a Microsoft mal combinados joga o e-mail direto no spam. Vale ler o guia de SPF, DKIM e DMARC.
  4. Migrar o Drive replicando a estrutura antiga. A migração é a única janela realista para reorganizar. Depois, ninguém mexe mais.
  5. Deixar MFA para depois. "Depois" costuma virar nunca, e a primeira conta invadida é sempre a da diretoria.

Quanto tempo leva no total

PortePrazo típicoJanela de corte
Até 10 caixas5 a 8 dias1 noite
10 a 50 caixas2 a 3 semanas1 fim de semana
50 a 150 caixas3 a 6 semanas1 fim de semana ou por lotes

Ambientes com servidor de arquivos grande, integrações antigas ou exigência de retenção regulatória pedem mais tempo, e é exatamente isso que o inventário revela antes de qualquer promessa.

Resumo

Uma migração de Google Workspace para Microsoft 365 bem conduzida tem quatro fases claras (inventário, preparação, cópia paralela e corte), acontece sem a empresa ficar sem e-mail e preserva o histórico completo. O que separa o projeto tranquilo do caótico não é a ferramenta. É a ordem das etapas e o cuidado com os detalhes de DNS e de usuário final.

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Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Perco os e-mails antigos ao sair do Google Workspace?

Não, desde que a migração copie o histórico antes do corte. As mensagens são transferidas com a data original, junto com pastas, marcadores convertidos em pastas, contatos e agendas. O erro que causa perda é cancelar a assinatura do Google antes de concluir a cópia e a validação.

Quanto tempo a empresa fica sem receber e-mail?

Zero, se o projeto for feito na ordem certa. O corte é apenas a troca do registro MX, que leva alguns minutos para propagar; durante esse intervalo as mensagens ficam em fila nos servidores de origem e são entregues assim que o novo destino responde.

Dá para manter o mesmo endereço de e-mail?

Sim. O domínio é seu, não do Google. Ele é verificado no Microsoft 365 e passa a apontar para o Exchange Online. Os endereços continuam exatamente iguais.

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